Nota

Orquestratação de Containers – Parte 1: Conheça Kubernetes | Docker Swarm |Apache Mesos.

Olá Leitores,

O atual crescimento da popularidade e uso de containers faz com que a necessidade de orquestração também acompanhe e assim a utilização de funcionalidades específicas começam a se tornar cada vez mais necessárias como por exemplo: failover, balanceamento de carga e, em geral, clusterização de serviços.

Teremos 03 artigos abordando exatamente a evolução divididos em conceitos, comparativos e ferramentas de automação.

Exclusivamente neste artigo, teremos as principais soluções de orquestração de container, como elas se comparam e uma sugestão de ambiente para usar cada opção.

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Docker Swarm é uma solução de orquestração in-house do Docker. Sendo projetado pela própria Docker a qual incluí os principais recursos do Docker onde claramente podemos argumentar que o Swarm é a maneira mais compatível e natural de orquestrar infraestruturas de containers.

Como muitas outras soluções de orquestração (por exemplo: OpenStack), o Swarm inclui uma camada de controle chamada “Managers e uma camada de trabalho chamada “Workers”. Todos os serviços executados em ambas as camadas são executados dentro de containers.

Também incluída como uma parte muito importante de toda a solução de orquestração é a camada de “Discovery Layer”, com base em container também e executando uma solução de valor-chave como “etcd”. Esta camada de “Discovery Layer” é a parte do registro da solução (podemos compará-la ao OpenStack Keystone ou AWS IAM), esta camada sabe onde os serviços baseados em contêiner estão sendo executados.

Basicamente, estas são suas referências na infra-estrutura de orquestração, fornecendo estado e descoberta para o seu cluster.

Finalmente, você tem “Services e “Tasks”. Os serviços são conjuntos de Docker containers que funcionam em toda a sua infra-estrutura Swarm. Esses serviços são compostos por tarefas, os quais são seus containers Docker podem receber comandos individuais e também comandos específicos para todos os contêineres.

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Resumo:

Managers: Camada de controle. Essa camada deve ser redundante em sua arquitetura. Normalmente, cada gerente é implantado em um nó independente.

Discovery: Camada de descoberta de estado e serviço. Você pode configurar seus serviços de descoberta nos mesmos nós gerenciadores ou em um conjunto independente de nós. Sempre faça-os redundantes.

Worker: Camada de trabalho (operacional). Todos os seus serviços finais serão executados ao longo de seus nós de trabalho. Esta camada deverá ter quantos workers você precisar. Pensar em crescimento horizontal aqui é uma ótima alternativa.

Services: Serviço implantado final composto por tarefas.

Tasks: Comandos dentro de um serviço.

Observação.: Caso queira, você pode começar o uso do Swarm com uma configuração “all-in-one setup”, executando tudo em um único servidor e depois crescer.


 

Kubernetes

Kubernetes é um gerenciador open-source o qual tem como objectivo automatizar implantar, dimensionar e gerenciar containers.

O primeiro componente de uma configuração Kubernetes é o MASTER. O MASTER é a  camada de controle, que executa uma “API” a qual controla todo o orquestrador.

Enquanto um único MASTER pode controlar a configuração completa, em ambientes de produção, vários MASTER são recomendados. O MASTER executa muitos serviços dentro de containers, cada um com uma função muito específica. Em soluções grandes uma solução de balanceador de carga é necessária na frente dos MASTER, a fim de ter alta disponibilidade e balanceamento de carga nos servidores.

Novamente, uma camada de descoberta é necessária sendo “etc.d” este responsável. A camada etcd deve ser executada dentro de seus próprios nós, com pelo menos dois servidores em um cluster etcd para fornecer redundância ou você pode executar etcd dentro dos contêineres, ou ainda diretamente no sistema operacional do host.

Soluções Linux como o CoreOS já incluem o formato etcd em seus principais pacotes. Como no Swarm, etcd manterá um registro do que está sendo executado e onde está sendo executado em toda a infraestrutura Kubernetes.

O próximo componente é o “NODE”. Os NODES ou, conhecidos também como nós e antigamente conhecidos como “minions”, executam todos os nossos serviços finais, sob a forma de “pods” (outro conceito de Kubernetes).  Para quem conhece você pode comparar os NODES com um Computer Node do OpenStack.

Um POD é um conjunto de contêineres (ou um único) que é encapsulado com seus próprios recursos de armazenamento e endereço IP. Se você quiser um exemplo disso, pense em um serviço LAMP, ou neste caso, um pod LAMP que é executado dentro do pod, um contêiner com Apache e PHP, e outro com o banco de dados MySQL / MariaDB.

Labels, é outro conceito muito importante em Kubernetes. As etiquetas são pares de valores-chave (bem como tags AWS) que você pode anexar a qualquer objeto em sua infra-estrutura baseada em Kubernets. Um exemplo clássico é definir etiquetas para seus Pods para organizá-los, por exemplo, ambientes (produção, desenvolvimento), camadas de aplicativos (frontend, backend) e outros usos semelhantes ao que você faz normalmente com tags em Cloud.

Selectors: os seletores são usados ​​para pesquisar um grupo de objetos que compartilham etiquetas específicas.

Replication Controllers: É a base dos recursos de alta redundância oferecidos pelo Kubernetes. Os controladores de replicação garantem que um número específico de instâncias do pod (ou réplicas do pod) esteja sendo executado em um determinado momento. Se um nó que contenha alguns dos seus pods diminua, os controladores de replicação garantirão que novos pods sejam iniciados ou mais precisamente agendados em qualquer um dos nós sobreviventes.

Services: Os serviços são o frontend (e camada de balanceamento de carga) para nossos pods, especialmente aqueles que são replicados. Normalmente, você precisa acessar seus pods através de um único ponto final, especialmente quando você possui vários pods executando o mesmo conjunto de aplicativos.

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Resumo

MASTER: Base do seu orquestrador. O MASTER (ou Mestre) executa e expõe a API Kubernetes. Todas as funções de gerenciamento passam por esta API.

Discovery Layer: Sua central de chaves / valor baseada em etcd, onde todos os seus componentes se registrarão.

NODES: Onde a carga de trabalho. Todos os seus serviços e pods finais serão executados dentro de seus muitos nós.

Labels and Selectors: Organizador para seus objetos e a forma como os controladores de replicação e os conjuntos de réplicas sabem qual conjunto específico de pods para gerenciar.

Replication controllers / replica sets: Base de sua alta redundância e remodelação de vagens quando ocorrem falhas.

Services: Ponto de extremidade de serviço e camada de balanceamento de carga.

Observação.: Nota: Kubernetes foi projetado para implantações de médio a grande. No mínimo, você precisará de um servidor para o MESTRE e outro para o NODE. Se você quer uma configuração altamente disponível, você precisará pelo menos duas vezes os servidores (dois Masters e dois Nodes).


 

MESOS


Apache Mesos
  é uma plataforma que gerencia clusters de servidores usando o Cgroups de Linux para fornecer recursos de CPU, I/O, sistema de arquivos e memória. O Mesos é descrito como um kernel de sistemas distribuídos, ou em termos mais simples, uma plataforma de cluster que fornece recursos de computação para frameworks.

Já o Marathon é uma estrutura que usa Mesos para orquestrar contêineres Docker. Conceitos básicos para o combinado Marathon / Mesos:

MASTERS: Camada de controle que inclui zookeeper para controlar o estado. Em um ambiente altamente disponível em cluster, no mínimo três servidores é a norma para a camada de serviço dos masters. A alta disponibilidade é baseada em quórum nos masters. Um “líder” é eleito para garantir 100% de tempo de atividade.

SLAVES: A carga de trabalho está aqui. Os SLAVES executam todas as suas tarefas, passaram e controlam a camada de estrutura.

Descoberta do serviço: Marathon usa o serviço Mesos-DNS para todas as funções relacionadas com a descoberta de serviços. Com o uso inteligente de registros DNS SRV, Mesos registra todas as tarefas e instâncias de aplicativos no banco de dados de registro DNS.

Load Balacing: o balanceador de carga Marathon fornece serviços de porta via HAproxy. O Marathon-lb é baseado no docker e também pode fornecer a camada de descoberta do serviço se não quisermos usar o Mesos-DNS.

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Resumo

MASTER: Nossa camada de controle.
SLAVES: Carga de trabalho. Todos os serviços (e pods) são implantados aqui.
Descoberta de serviço: usando Mesos-DNS ou Marathon-lb.
Balanceamento de carga: balanceador de carga baseado em Marathon-lb.
Restrições: uma maneira de controlar a maneira como os aplicativos são implantados. Métricas: monitorando informações disponíveis através da API REST para componentes de terceiros.

 

No próximo post faremos uma comparação 1:1 de cada ítem dos 3 orquestradores.

 

Obrigado e abraços,


Thiago Viola
Head of Watson and Cloud Digital Sales Brazil
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Back2School – Treinamentos de Cloud Computing

Olá Leitores,

Um mês de treinamento em Cloud Computing, que tal ?

Em setembro, aprenda e experimente diferentes soluções em Cloud Computing como Amazon Web Services, Google Cloud Platform, IBM Cloud Platform, Microsoft Azure, Red Hat, VMware, HPE, Spotinst e muito mais …

Como funciona?

Abaixo, você encontrará 16 diferentes workshops em Cloud para escolher, organizados por assunto (bootcamps, containers, nuvem privada, segurança, dados, IoT e ferramentas).

Você poderá se registrar em 5 sessões diferentes, então escolha com cuidado.

Link:  http://back2school.cloudzone.io/

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Obrigado e abraços,


Thiago Viola
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Cloud, Cognitive e Quantum Computing – Sabe o futuro ? Chegou !

Olá Leitores,

A cerca de 05 anos atrás se pergutássemos para as empresas provedores de tecnologia  qual era o foco de atuação no mercado, podemos afimar que em 99,999999% dos casos a resposta seria o direcionamento para 03 (três) pilares.: Hardware, Software e Serviços. O mundo orientado a estes pilares trazia aos clientes soluções confortáveis e integradas, mas estes modelos de negócios consolidados nos últimos estão sob sérias ameaças de sobrevivência.

Uma nova TI, com novos modelos de negócio, que tal ?

Uma das palavras mais citadas hoje em dia em artigos é disrupção. Disrupção significa interrupção do curso normal de um processo. E é exatamente o que vemos por todos os lados. O surgimento de novos modelos de negócios digitais ameaçando setores enormes de indústria considerados sólidos e estáveis.

Pensando neste tema, venho estudando a evolução da TI para entender como estes disruptores conseguem atacar tão rápido e eficientemente o mercado e penso que a grande maioria deles visam tecnologias potenciais que estão sendo lançadas.

Para discursarmos um pouco sobre o tema, estudei três tecnologias que acredito ter um ENORME potêncial para que o processo de disrupção se torne cada vez mais normal. São elas : Cloud, Cognitive e Quantum Computing.

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CLOUD COMPUTING.:

CLOUD já é um tema recorrente aqui no blog e como entusiasta do tema digo que o que temos hoje em Infraestrutura (IaaS), Plataforma (PaaS) e Software (SaaS) já atinge grande parte do mercado brasileiro e vem em um constante crescimento.

Para aqueles que ainda não acreditam, uma pesquisa do Gartner prevê que até 2020, qualquer estratégia para novas iniciativas de TI que não seja baseada apenas em Cloud demandará justificativa em mais de 30% das grandes organizações. Ainda pelas projeções, até 2021, dois terços das organizações globais estarão utilizando alguma solução em Cloud.cloudtogt

Cloud, sabemos, já é usado hoje para uma variedade de propósitos: Servidores Virtuais, Virtualização, Banco de Dados, Backup, Data mining, etc. A cada ano, a popularidade do cloud computing aumenta e novamente alguns insights para quem não conhece:

  • Cloud será cada vez mais ágil, escalável e com custo/benefício acessível, o que fará dela a plataforma principal para a nova geração de negócios, baseada em dispositivos móveis, redes sociais e Big Data. Deixará de ser a solução high end para aquelas empresas com grande volume de processamento de dados e se tornará o ponto de partida de todas elas.
  • Empresas perderão mercado por incompetência digital. Hoje em dia, todas as empresas são de alguma forma digitais. É necessário expandir produtos e serviços via cloud e ter uma estratégia bem definida para ter sucesso.

De acordo com o Gartner, até 2019, mais de 30% dos novos investimentos em software pelos 100 maiores fornecedores terá mudado de Cloud-first para Cloud-only. A postura atualmente bem estabelecida do uso de Cloud-first no planejamento e design de software está sendo gradualmente substituída pela estratégia Cloud-only. Isso também se aplica aos cenários de Nuvem Híbrida e Privada.

Até 2020, mais poder computacional terá sido vendido por provedores IaaS (Infrastructure as a Service) e PaaS (Platform as a Service) em Cloud do que tecnologias vendidas e implementadas em Data Centers corporativos.


 

COGNITIVE COMPUTING.:

Cognitive Computing (Computação Cognitiva) chegou e já é possível fazer grandes transformações. Não devemos subestimar.

Gosto de falar sobre computação cognitiva exemplificando algumas funções hoje já executadas por IA como: reconhecer objetos em vídeos e fotos, reconhecer emoções em textos, traduzir diferentes línguas, dirigir um veículo, pilotar um drone, detectar sinais de câncer com mais eficiência, detectar sinais de problemas ambientais e inúmeras outras situações.

Para mim está claro que estamos diante de um ponto de transformação de comunicação entre tecnologia e sociedade. Nunca antes uma revolução digital está nos proporcionando uma avalanche de mudanças tecnológicas que tem o potencial de redesenhar a própria essência da sociedade.

O primeiro grande passo que as empresas precisam entender são as implicações que IA é capaz de exercer como máquinas que podem aprender, conduzir interações humanas e  engajar  funções de alto nível em escala e velocidade incomparáveis com os processos atuais.

Sabe qual o melhor de tudo isso ? Os principais fornecedores de estão disponibilizando APIs para criar um ecossistema de aplicações em torno de seus produtos de IA. O modelo colaborativo está sendo amplamente adotado para impulsionar a evolução exponencial.

 


 

QUANTUM COMPUTING.:

Quantum Computing (conhecida também como Computação Quantica), o nome já nos leva a pensar 1001 possibilidades diferentes de execução e interação.

Não deve ser supresa que os computadores quanticos deverão superar amplamente os computadores convencionais em vários domínios, incluindo a aprendizagem de máquinas, a criptografia e a optimização de problemas de negócio nos domínios da logística e da análise de riscos.

A mágica está no fato de que, à medida que os bits duplos (chamados de “quantum-bit” ou “qubit”) são adicionados, o crescimento da capacidade de processamento é exponencial. Um computador de 4 qubits tem 16 dos tais “estados” diferentes ao mesmo tempo. Já um de 16 qubits salta para mais de 65.536 estados diferentes simultâneos. O aparelho que o IQC está criando terá cem qubits e, portanto, será capaz de fazer mais de 3 trilhões de operações ao mesmo tempo.

Atualmente, o único fornecedor em sua escala trabalhando para levar a computação quântica ao mercado de forma aberta e prática é a IBM. Mas dado o desempenho e os benefícios de segurança que esta tecnologia potencialmente tem, se for bem sucedido, isso será mais pertubador do que Cloud Computing.

 

 

Não nos resta dúvidas que o mercado de tecnologia está sendo amplamente alterado nesta década, com praticamente todas as empresas de tecnologia tendo que se reinventar.  A mudança fundamental de ferramentas para soluções, de ser definido pelo que você constrói para quais problemas você resolve é realmente o segredo do sucesso.

Agora imaginem só … Todo essa nova tecnologia baseada em Cloud vai permitir que empresas com computação tradicional ganhem acesso a recursos de computação quantica sem qualquer burocracia, utilizem e treinem seus recursos em computação cognitiva e simplesmente construam aplicações e serviços que se beneficiem de todo esse poderio.

Respire fundo e vamos lá !!!

Obrigado e abraços,


Thiago Viola
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Nota

Quadrante Mágico de Cloud IaaS – Gartner 2017.

Olá Leitores, Bom Dia.

O Gartner publicou no dia de ontem o Quadrante Mágico de Cloud InfraEstrutura considerando a evolução dos provedores do ano de 2016 para 2017.

Nesta nova avaliação encontrei algumas mudanças relacionadas ao método de avaliação técnica (a qual ocorreu entre Janeiro de 2017 a Março de 2017) e também quanto a evolução e posicionamento cada provedor no quadrante.

Antes de partimos para uma análise detalhada de cada provedor — cabe mais uma vez a descrição sobre o que o Gartner avalia para InfraEstrutura (IaaS).:

—  Cloud computing é um estilo de computação no qual capacidades habilitadas por TI como recursos escaláveis e elásticos são entregues como um serviço usando tecnologias de internet.

—  Apenas Cloud IaaS é avaliada neste Quadrante Mágico;

—  Enfatiza fortemente o uso de portal self-service, automação, recursos escaláveis ​​e elásticos em tempo quase real, e medição por usoAs interfaces de PORTAL são expostas diretamente ao cliente, incluindo uma UI (User Interface baseada na web e/ou em uma API.

  Não abrange os provedores de Plataforma como serviço provedores (PaaS), Provedores de SaaS, Brokers de serviços em Cloud, Cloud Privada, ou qualquer outro tipo de provedor de serviços em nuvem. Também não abrange os fornecedores de hardware e software que podem ser usados para construir infraestrutura de nuvem;



Magic Quadrant
Magic Quadrant for Cloud Infrastructure as a Service –  2017

2017
Magic Quadrant for Cloud Infrastructure as a Service – 2016 vs 2017

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Se compararmos o Quadrante Mágico de 2016 e 2017 este mostra de maneira geral que a habilidade de execução dos players se expandiu. No entanto houve uma queda generalizada dos principais players quando observado a criação de funcionalidades e a expansão de capacidade técnica.

Certo que os fornecedores podem melhorar substancialmente suas capacidades ano para ano, mas não conseguem movimentos significativos em sua posição, porque sua posição é relativa ao mercado global.

Me atentei no comparativo de 2016 vs 2017 para quadrante de “Visionários”  o qual possui diferenças com 03 provedores, os quais relato a seguir.:

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Não sei de devo chamar de “O” ou “A” Alibaba Cloud, no entanto, trata-se de uma subsidiária do Alibaba Group. A qual é um provedor de serviços focado na nuvem com sede na China. Foi estabelecido em 2009, e inicialmente forneceu serviços aos negócios de comércio eletrônico do Grupo Alibaba. Esta avaliação do Quadrante Mágico é focada no negócio internacional da Alibaba Cloud, que está sediada em Cingapura.

Locais: Alibaba Cloud opera várias regiões da China e, adicionalmente, tem presença nos EUA, Alemanha, Austrália, Hong Kong, Japão, Cingapura e Emirados Árabes Unidos. Tem vendas locais nos EUA e na China. O portal de serviços da China, documentação e suporte estão em mandarim. O portal internacional, documentação e suporte são apenas em inglês.

Vencimento do Provedor:  Alibaba Cloud é líder de mercado na China, mas é um participante relativamente recente no mercado global. — Não possui presença no Brasil.

Forças: É o líder atual da quota de mercado de Cloud IaaS na China, e é particularmente dominante com as empresas e agências digitais chinesas e governo chinês. O Grupo Alibaba tem os recursos financeiros para continuar investindo em novas regiões.

Cuidados: Expandiu rapidamente sua oferta para mercados fora da China nos últimos 18 meses, mas a empresa não possui compartilhamento de mente substancial com os compradores desses mercados, pois ainda está construindo o talento local, a experiência do setor e a tecnologia de ponta, capacidades de mercado.


 

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A IBM é uma empresa de tecnologia grande e diversificada com uma variedade de produtos e serviços relacionados à Cloud.

Neste momento, a IBM possui dois portais para Cloud IaaS. O já conhecido portal SoftLayer o qual contém a gama completa de serviços que já foram vendidos sob a marca SoftLayer., e o Bluemix que foi originalmente a oferta PaaS da IBM e desde então se expandiu para uma plataforma mais ampla para a IBM Cloud;

Locations: +36 DataCenters (Presença Global), incluse Brasil, com operação local.

Forças:  A IBM está próxima do lançamento do projeto de re-engenharia da plataforma de Cloud chamada: “Next-Generation Infrastructure” (NGI)Estão estabelecidas metas de design agressivas para o desempenho e preço desta nova infraestrutura de Cloud, que adotará os princípios da arquitetura de infra-estrutura de hyperscale.

Utilizará um sistema integrado totalmente personalizado IBM para fornecer infraestrutura definida por software, incorpora inovações de design de hardware, bem como software personalizado.

Representará  um importante passo em frente nas capacidades de infra-estrutura da IBM, bem como na capacidade da IBM de atender às necessidades de futuras aplicações nativas de Cloud, particularmente em relação às ambições mais amplas da IBM em computação cognitiva.

Cuidados: A oferta atual é a infra-estrutura SoftLayer, e não a NGI.  A IBM, ao longo de sua história no negócio da Cloud IaaS, encontrou repetidamente desafios de engenharia que impactaram negativamente seu tempo de mercado.


 

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A Oracle é uma grande e diversificada empresa de tecnologia com uma variedade de produtos e serviços relacionados à Cloud. No final de 2015, lançou sua primeira oferta de nuvem pública IaaS, o Oracle Compute Cloud Service (“Gen 1 Cloud”). Em novembro de 2016, lançou sua oferta de próxima geração, Oracle Bare Metal Cloud Services (BMC Service, ou “Gen 2 Cloud”).

Locations: Os centros de dados Gen 2 são agrupados em regiões, cada um dos quais contém pelo menos dois domínios de disponibilidade (data centers); Existe uma região ocidental dos Estados Unidos e uma região da costa leste dos EUA. Os centros de dados Gen 1 estão localizados nos EUA central e leste, U.K. e Holanda. A Oracle tem vendas globais.
O serviço Gen 2 está disponível apenas em inglês.
O serviço Gen 1 é suportado e documentado apenas em inglês, mas o portal de serviços também está disponível em francês, alemão, italiano, espanhol, russo, português, etc.

 — Não possui presença no Brasil.

Forças:   A oferta do Gen 2 da Oracle, é  uma plataforma IaaS de Cloud natural e virtualizada. A Oracle pretende que esta plataforma seja a base para suas futuras ofertas PaaS e SaaS também. Está sendo construído por uma equipe de engenharia altamente experiente recrutada principalmente por provedores de nuvem de hiperescala.

A Oracle tem uma perspectiva realista sobre a entrada atrasada no mercado e possui um roteiro de engenharia sensato focado na construção de um conjunto de recursos essenciais que eventualmente o tornarão atraente para casos de uso direcionado.

Cuidados: A oferta do Gen 2 é atualmente um “produto mínimo viável”.
A oferta Gen 1 é uma oferta básica de nuvem IaaS com pouca dificuldade de diferenciação, e é principalmente adquirida como base para as ofertas PaaS da Oracle.

Os clientes precisam ter uma tolerância muito alta para o risco, juntamente com uma forte perspicácia técnica pois as ofertas se agrupam com capacidades de computação, armazenamento e rede IaaS, de maior importância vital.

Tem um histórico operacional limitado. A maioria dos clientes depende do apoio direto da equipe de engenharia da Oracle.

O Gartner encoraja fortemente os potenciais clientes a falar com referências.


 

Para quem quiser ter acesso ao post completo.
Magic Quadrant for Cloud Infrastructure as a Service, Worldwide.:
https://www.gartner.com/doc/reprints?id=1-2G2O5FC&ct=150519

 

Obrigado e abraços,


Thiago Viola
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Nota

IBM Cloud BlueMix com novo layout

Olá Leitores, Boa Tarde.

Temos novidades no portal de Cloud IBM.

Todos os usuários ao acessarem o conteúdo de Cloud IBM notarão que o plano da alteração do nome de SoftLayer para IBM Cloud BlueMix Infrastructure continua., e agora novos layouts estão sendo implementados.

Ao acessar SOFTLAYER.COM, até o presente momento vocês terão o conteúdo estático relacionado a todo o portfólio da Cloud IBM, porém ao acessar cada ítem este será redirecionado a https://www.ibm.com/cloud-computing/bluemix/ ….

Na prática ao acessar qualquer serviço este será redirecionado.

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Layout antigo com servidores BARE METAL.:
http://www.softlayer.com/bare-metal-search

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Layout NOVO: https://www.ibm.com/cloud-computing/bluemix/bare-metal-search

Screen Shot 2017-04-27 at 3.00.13 PM

Obrigado e Abraços,


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Recomendações para fugir de vendor lock-in em Cloud.

Bom Dia Leitores,

O assunto de ‘Vendor lock-in’ não é novo, vem de muito tempo atrás com hardware, software, ERP, etc., e agora é a vez de analisarmos o cenário em Cloud e propor uma visão pertinente sobre como não cair na armadilha do ‘lock-in’.

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Não restam dúvidas que qualquer fornecedor escolhido este tentará convencer sua empresa a extrair o valor máximo de sua Cloud.

Mas e qual é a sua estratégia de saída ? Como tratar alternativas a problemas recorrentes ou genericos ? estas e outras questões em todos os modelos de Cloud devem ser respondidos antes da contratação.

Sendo assim, vamos a análise um a um.:

IaaS

  • Inicie a busca por provedores de infraestrutura que façam uso e tenha padrões de APIs compatíveis com a maioria dos provedores de Cloud e sejam aderentes a modelos abertos como o Open Stack.
  • Utilize Docker ou solução similar. Dessa maneira você terá containers  modulares que você ‘pode reconstruir e implantar’ com simplicidade.
  • Evite utilização de banco de dados exclusiva de um provedor. Sabemos que sua aplicação precisa armazenar, mas escolha corretamente o modelo e serviço de banco de dados contratado.

 

IaaS/PaaS

  • Implementar integração de API/REST. Modelo fácil da Web que você se conecta através de HTTPS e torna padrão facilmente em chamadas web.  
  • Configuração deverá ser externalizada. Não codifique utilizando apenas um serviço, servidor, plataforma, etc.
  • Use APIs comuns. Se você estiver usando NodeJS por exemplo ou outras APIs bem conhecidas semelhantes, então não se preocupe com vendor lock-in. Se você começar a usar os serviços fornecidos pela plataforma, você tem um problema maior.

 

SaaS

  • Certifique-se de que existe um método padrão para a exportação de dados. Veja se é viável importar seus dados em outros sistemas.
  • Teste o método de exportação de dados.

 

Cloud em geral

  • Evite dependência da tecnologia exclusiva do provedores de Cloud. Na maioria das vezes, seus laços arquitetônicos são mais processos do que códigos. Estes tendem a vazar em chamadas API ou outros procedimentos de gestão operacional.
  • Use IPs fixos e nomes DNS vinculados à sua empresa e não ao provedor.
  • Tenha duas Cloud. É mais fácil mover se você começar com pelo menos dois fornecedores diferentes. Isso é mais difícil de fazer com SaaS, mas bastante operável com IaaS / PaaS. 

 

Em linhas gerais utilizar a arquitetura de microserviços ou, pelo menos, os seus princípios é a melhor alternativa. Sempre mantenha UMA estratégia de saída do provedor de Cloud e tenha certeza que este provedor não está criando dificuldades a você.

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Computação Quântica e Cloud IBM – o futuro chegou – Vamos testar ?

Olá Leitores,

O tema computação quântica é um assunto que gera ansiedade, estranheza e muito interesse devido a aplicação e inovação nas novas tendências de tecnologia.

A idéia da computação quântica é tornar possível solucionar problemas que nem mesmo os supercomputadores de hoje conseguem resolver.  Este computador poderá ser programado para realizar qualquer tarefa computacional e será exponencialmente muito mais rápido do que as tecnologias clássicas para um grande número de aplicações científicas e de negócios.

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Para que tenhamos um entendimento mutuo vamos passo a passo.

Computação Quântica: O que é ?

A computação quântica é pouco compreendida e devo assumir que o assunto é interessante mas também complexo!

Para termos uma noção mais clara do conceito, basta pensarmos no modelo computacional atual que é baseado no sistema binário. Um bit pode assumir os estados que convencionamos chamar de 0 ou 1.

Já o elemento central da computação quântica é o qubit (abreviação de “bit quântico”), que se diferencia por poder assumir o estado 0, o estado 1 ou ambos os estados ao mesmo tempo.

A capacidade dos qubits de assumir dois estados simultaneamente aumenta de forma considerável a capacidade de processamento do computador.

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Esse modelo dá margem para um número muito grande de cálculos que podem ser realizados ao mesmo tempo, sendo assim, o efeito prático é a possibilidade de resolver problemas que na computação clássica levariam um tempo impraticável.

 

Computação Quântica: Onde vamos aplicar ?

A idéia é que a computação quântica poderá ser usada junto com os sistemas convencionais. Atualmente muitos cientistas acreditam que os computadores quânticos possam ser usados para assegurar a solução de problemas complexos e ainda ajudarem a encontrar cura para doenças como câncer e Alzheimer. Ao oferecer ganhos exponenciais em performance, computadores quânticos também podem ter uma enorme aplicação na criptografia e na química computacional, entre outros campos.

Um exemplo clássico que encontrei é o vendedor viajante que precisa encontrar a rota mais eficiente para visitar um número de cidades. Quanto mais cidades são acrescentadas, maior o número de possíveis rotas e logo há muitas possibilidades para um computador convencional lidar em uma quantidade razoável de tempo.

Um exemplo bem complexo é resolver problemas de otimização como em missões espaciais e no modelo de controle de tráfego aéreo – áreas que a Nasa devota significantes esforços em computação.  “A Nasa tem uma grande variedade de aplicações que não conseguem ser resolvidas em supercomputadores tradicionais em um prazo realista devido a sua complexidade exponencial, então sistemas que usam efeitos quânticos oferecem uma oportunidade de resolver tais problemas”.

 

Computação Quântica e IBM.

A IBM iniciou suas atividades a muito tempo e vem aprimorando ao longo dos tempos a teoria e a prática desta técnologia.

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Computação Quântica: Prática – Cloud e IBM Quantum Experience .

A IBM depois de lançar ofertas em tecnologias emergentes como Cloud, Cognição (Watson) e blockchain (Hyperledger e Fabric), a IBM vê os computadores quânticos como uma nova oportunidade de inovação.

A IBM liberou um serviço online que dá a qualquer pessoa acesso gratuito à sua plataforma de computação quântica (via PC ou dispositivos móvel).

Esta experiência está baseada e desenvolvida em torno do serviço de computação em Cloud existente da IBM: a Quantum Experience, que qualquer pessoa pode acessar gratuitamente.

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IBM Quantum Experience

Acesse através do link: https://quantumexperience.ng.bluemix.net/ .

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Screen Shot 2017-04-10 at 9.51.08 AM

Aqui fiz uma simulação de um pequeno ambiente utilizando os 05 qubit .

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q5

 

 

Computação Quântica: Tour no Laboratório IBM.

 

Obrigado e abraços,


Thiago Viola
Head of Cloud Digital Sales Brazil
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